Trabalho do Dean of Students visa a aprimorar relacionamento interpessoal
Há dois meses em contato direto com alunos do HS, pais e professores, Pauljames Bekanich rapidamente tornou-se conhecido no colégio. Desde que chegou, o novo Dean of Students é visto interagindo com os estudantes nos mais variados momentos e locais de convivência da escola: seja no restaurante, seja na biblioteca, lá está ele rodeado de alunos e auxiliando-os a organizarem os grupos do after school, discutindo temas de atividades, ou mesmo conversando acerca da elaboração de tarefas, por exemplo.
Ao definir suas funções na Chapel, Pauljames explica que se vale de estratégia e tática a fim de aprimorar – ou, em alguns casos, melhorar – o relacionamento entre os alunos, e entre estes e os professores, observando as necessidades individuais e do grupo, criando soluções e implementando-as, para, em seguida, verificar se os resultados foram alcançados.
O educador ilustra seu método de trabalho com um fato corriqueiro: o transtorno causado por alunos que chegam atrasados e como criar soluções para resolver tal problema. Nesse caso, parte-se do princípio de que o aluno que chega atrasado está roubando tempo do seu próprio aprendizado, ou seja, ele está se sabotando. Dessa forma, ele terá de compensar a quantidade de tempo de atraso para si mesmo.
Daí nasceu a ideia da criação do Centro de Responsabilidade, que está sendo implantado na Chapel. Mas não se trata de recompensa. O objetivo é que o aluno perceba que fazer coisas positivas para si mesmo e para o grupo o levará a repetir tais atitudes durante a sua vida.
“Os alunos conseguem entender e resolver muitos problemas de comportamento por meio de conclusões lógicas, quando tudo é justo e faz sentido”, afirma Pauljames Bekanich.
Que a Chapel está muito bem colocada no ranking internacional das melhores escolas e que, portanto, seus alunos são muito bem formados academicamente, não resta dúvidas, no entanto, diz Pauljames, “não é somente isso que importa”. Há alguns dias, na academia em que treina, entabulou uma conversa em inglês com outro praticante de jiu-jitsu e, qual não foi a sua surpresa, ao elogiar a fluência do rapaz no idioma e ouvir que ele havia aprendido na escola em que estudara, na Granja Julieta.
Quando Pauljames Bekanich disse que lecionava na Granja Julieta, num colégio chamado Chapel, viu os olhos do jovem brilharem ao dizer, emocionado: “Eu estudei na Chapel, minha segunda casa, eu amava estudar lá, tenho ótimas lembranças dessa escola”.
É isso. Sobre a metodologia, que envolve acompanhamento individual dos alunos, reuniões com pais e conversas com professores, Pauljames sabe que, mesmo não surtindo efeito imediato, os alunos a levarão para a vida. “Podem não se lembrar exatamente das palavras ouvidas, mas se lembrarão das atitudes que lhes foram incutidas”, finaliza.
